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Mostrando postagens de setembro, 2016

Pensando sobre as eleições

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Certo ou errado, o povo quer ter o direito de escolher por seus próprios critérios. Dá topada, se arrepende, começa de novo, mas repele a ideia de ser dirigido ou manipulado. Quando alguém desrespeita essa regra, com certeza enfrentará antipatia e não será bem aceito. Isso ocorre na política, com a repulsa aos golpistas de toda ordem. Se o regime é democrático, respeite-se o direito de escolher. Não cabe a um dos contendores adiantar-se ao sufrágio e buscar meios heterodoxos para eliminar a disputa. Se obtiver sucesso no intento, ainda que vitorioso, será visto com desconfiança e como alguém que não tem apreço à democracia. Mas, se as artimanhas não vingarem, o povo tende a externar toda a sua repulsa com o poder do voto. É o que observamos neste momento.

TERAPIA

Faz tempo que não ando aqui neste terreno de confidências, nesse divã onde o escrever é minha terapia. Sinto falta deste espaço, pois na ausência fica um acúmulo de pensamentos que acabam se misturando, como tralhas no quartinho da bagunça. E arrumar tudo dá muito trabalho, por isso preciso vir aqui mais vezes para organizar as gavetas. Enquanto opero soluções pessoais, acompanho dramas coletivos. Um amigo, razoavelmente calejado pela vida, costuma dizer que a primeira obrigação de todo homem é cuidar de si mesmo e dos seus. Ele fala isso sempre que se envolve em um debate sobre ideologia x interesses. Nesse campo, tenho aprendido, por experiência e observação, que o melhor caminho - como em tudo - é o equilíbrio.