ITABUNA EM ESTADO DE "CUMA"
Aos incautos, vou logo explicando: "Cuma" é o apelido do atual prefeito de Itabuna, Fernando Gomes de Oliveira, 77 anos, que há poucos dias iniciou seu quinto mandato à frente desta outrora pujante cidade.
Cuma governou pela primeira vez na década de 70, depois de ter sido secretário de Administração do então prefeito José Oduque Teixeira. Carismático, sucedeu o chefe e ganhou fama de tocador de obras. Possivelmente, teve a carreira política embalada em uma época de dinheiro farto e controles frouxos. A Itabuna pré-vassoura-de-bruxa era outra e as regras eram diferentes.
Cuma começou no velho MDB, fazendo oposição ao manda-chuva Antônio Carlos Magalhães, a quem chamava de "trocolento". Como político, desrespeitava o vernáculo e os acólitos, a quem distribuía esporro no atacado. Fazia questão de dizer que era mais inteligente do que os doutores que o cercavam.
Na década de 80, novamente prefeito, Cuma se aliou ao "trocolento" e se beneficiou com a máxima do ex-desafeto: "aos amigos tudo e aos inimigos os rigores da lei". Nova bombada na carreira política do rapaz, que consolidou a fama de trabalhador, porém sem eliminar uma dúvida: Cuma é realmente um gestor capaz ou apenas surfou em boas ondas?
A dúvida aumentou já nos anos 2000, quando a crise estava na ordem do dia e os recursos minguaram. Se, como dizem, o bom administrador é aquele que sabe lidar com o pouco, Cuma provou no governo 2005-2008 que não é lá essas coca-colas. Sua administração nesse período foi um desastre, e não vale, em sua defesa, afirmar que ele elegeu o sucessor, pois o capitão que se elegeu em 2008 fugia do então prefeito como o diabo da cruz. A rejeição do velho cacique, naquela quadra, ultrapassava os 80 por cento.
Depois desse governo fatídico, Cuma exilou-se nas alturas de Vitória da Conquista e, oito anos depois, valeu-se dos efeitos deletérios do tempo sobre a memória para voltar a Itabuna e, pela quinta vez, eleger-se prefeito.
Talvez porque, tal qual os portadores do Mal de Alzheimer, os itabunenses perderam a memória recente do governo pífio e conservaram a remota, lembrando-se daquele grande tocador de obras. Ou talvez, pura e simplesmente, porque em meio à desmoralização geral da classe política, o povo optou por aquele velhinho engraçado, que aparecia no horário eleitoral cantando e dançando com um headphone.
De tocador de obras no passado a gestor questionável em seu quarto governo, Cuma vestiu um figurino cômico e emplacou mais um mandato. O que será de Itabuna nos próximos quatro anos, só Deus sabe... Mas os primeiros dias desse governo, com o lixo espalhado pelos quatro cantos da cidade e os parentes do prefeito espalhados pelos quatro cantos da administração, não parecem alvissareiros.
Cuma governou pela primeira vez na década de 70, depois de ter sido secretário de Administração do então prefeito José Oduque Teixeira. Carismático, sucedeu o chefe e ganhou fama de tocador de obras. Possivelmente, teve a carreira política embalada em uma época de dinheiro farto e controles frouxos. A Itabuna pré-vassoura-de-bruxa era outra e as regras eram diferentes.
Cuma começou no velho MDB, fazendo oposição ao manda-chuva Antônio Carlos Magalhães, a quem chamava de "trocolento". Como político, desrespeitava o vernáculo e os acólitos, a quem distribuía esporro no atacado. Fazia questão de dizer que era mais inteligente do que os doutores que o cercavam.
Na década de 80, novamente prefeito, Cuma se aliou ao "trocolento" e se beneficiou com a máxima do ex-desafeto: "aos amigos tudo e aos inimigos os rigores da lei". Nova bombada na carreira política do rapaz, que consolidou a fama de trabalhador, porém sem eliminar uma dúvida: Cuma é realmente um gestor capaz ou apenas surfou em boas ondas?
A dúvida aumentou já nos anos 2000, quando a crise estava na ordem do dia e os recursos minguaram. Se, como dizem, o bom administrador é aquele que sabe lidar com o pouco, Cuma provou no governo 2005-2008 que não é lá essas coca-colas. Sua administração nesse período foi um desastre, e não vale, em sua defesa, afirmar que ele elegeu o sucessor, pois o capitão que se elegeu em 2008 fugia do então prefeito como o diabo da cruz. A rejeição do velho cacique, naquela quadra, ultrapassava os 80 por cento.
Depois desse governo fatídico, Cuma exilou-se nas alturas de Vitória da Conquista e, oito anos depois, valeu-se dos efeitos deletérios do tempo sobre a memória para voltar a Itabuna e, pela quinta vez, eleger-se prefeito.
Talvez porque, tal qual os portadores do Mal de Alzheimer, os itabunenses perderam a memória recente do governo pífio e conservaram a remota, lembrando-se daquele grande tocador de obras. Ou talvez, pura e simplesmente, porque em meio à desmoralização geral da classe política, o povo optou por aquele velhinho engraçado, que aparecia no horário eleitoral cantando e dançando com um headphone.
De tocador de obras no passado a gestor questionável em seu quarto governo, Cuma vestiu um figurino cômico e emplacou mais um mandato. O que será de Itabuna nos próximos quatro anos, só Deus sabe... Mas os primeiros dias desse governo, com o lixo espalhado pelos quatro cantos da cidade e os parentes do prefeito espalhados pelos quatro cantos da administração, não parecem alvissareiros.
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