A CORRUPÇÃO DE ONTEM, DE HOJE, DE SEMPRE...
É lamentável que o debate político no Brasil, de uns tempos para cá, tenha se limitado a comparações agatunadas para se saber quem mais afanou os cofres públicos. Quando interpelados acerca de fatos desabonadores de seus governos, petistas apontam o dedo em riste para os conservadores, enfatizando que a corrupção é coisa das antigas e já era uma instituição nacional muito antes de o PT chegar ao poder.
Logicamente, uma verdade não anula a outra. Ou seja, havia corrupção antes e há hoje, sendo que a ladroagem pretérita não absolve a presente... E vice-versa! É claro que o PT não inventou a roubalheira, mas, depois de ser barrado algumas vezes no baile, descobriu o meio de conseguir o ingresso, entrou na festa e dançou conforme a música.
Como reconheceu o ministro Wagner, o PT provou do mel e se lambuzou. Os cínicos chegam a afirmar que o problema do partido não foram as mutretas armadas com as empreiteiras para tirar dinheiro da Petrobras; o erro teria sido deixar inúmeros e vistosos rastros. Teria faltado a prática dos velhacos nas artimanhas subtracionistas de Brasília.
O desalento do povo brasileiro é ter que optar entre um partido que se enlameou no poder e uma oposição que, em passado não tão distante, banhava-se na mesma lama com muito mais desenvoltura. Os larápios de antanho contam com a memória curta da sociedade brasileira para dar novamente as ordens.
Seria animador acreditar que a cruzada moralizante visa transformar o Brasil em um país decente, onde o dinheiro público é destinado exclusivamente aos interesses da coletividade, sem pegar desvios nem parar em bolsos indevidos. Pena que a história nacional e as estratégias dos manipuladores indiquem objetivos bem diversos de uma autêntica purificação.
A briga é pelo poder e a modalidade escolhida é o vale-tudo. Para a oposição, é inaceitável permitir uma nova vitória do PT em 2018 e, para evitar tal descalabro, faz-se política de terra arrasada. As armas escolhidas demonstram cabalmente o tipo de gente que deseja voltar ao comando do país.
Logicamente, uma verdade não anula a outra. Ou seja, havia corrupção antes e há hoje, sendo que a ladroagem pretérita não absolve a presente... E vice-versa! É claro que o PT não inventou a roubalheira, mas, depois de ser barrado algumas vezes no baile, descobriu o meio de conseguir o ingresso, entrou na festa e dançou conforme a música.
Como reconheceu o ministro Wagner, o PT provou do mel e se lambuzou. Os cínicos chegam a afirmar que o problema do partido não foram as mutretas armadas com as empreiteiras para tirar dinheiro da Petrobras; o erro teria sido deixar inúmeros e vistosos rastros. Teria faltado a prática dos velhacos nas artimanhas subtracionistas de Brasília.
O desalento do povo brasileiro é ter que optar entre um partido que se enlameou no poder e uma oposição que, em passado não tão distante, banhava-se na mesma lama com muito mais desenvoltura. Os larápios de antanho contam com a memória curta da sociedade brasileira para dar novamente as ordens.
Seria animador acreditar que a cruzada moralizante visa transformar o Brasil em um país decente, onde o dinheiro público é destinado exclusivamente aos interesses da coletividade, sem pegar desvios nem parar em bolsos indevidos. Pena que a história nacional e as estratégias dos manipuladores indiquem objetivos bem diversos de uma autêntica purificação.
A briga é pelo poder e a modalidade escolhida é o vale-tudo. Para a oposição, é inaceitável permitir uma nova vitória do PT em 2018 e, para evitar tal descalabro, faz-se política de terra arrasada. As armas escolhidas demonstram cabalmente o tipo de gente que deseja voltar ao comando do país.
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