Deus e as religiões

Está aí uma discussão milenar e que nunca terá fim. Quem é Deus? Como ele age e qual a sua essência?

Não discuto a existência de Deus enquanto ser superior ou força intangível e imponderável que determina a ordem de todas as coisas. Deus, que não é exatamente o das religiões, certamente existe de alguma forma. Obviamente não está sentado em um trono, na figura de um rei que governa o universo.

Em suas tentativas de explicar a divindade, o homem fez Deus à sua imagem e semelhança. E criou as próprias contradições que afastam a fé da razão. Se são inconciliáveis, como até a Bíblia atesta ("o que é sabedoria para o homem é loucura para Deus"), é porque o próprio homem estabeleceu parâmetros incoerentes.

Creio em um Deus que não tem forma humana, uma força poderosa e invisível que age a todo momento e com a qual podemos nos conectar com meditação e oração sincera. É preciso ter a alma e o coração limpos, a consciência em paz. Deus existe, a despeito das religiões.

Os templos querem o homem muito mais a seu serviço do que "a serviço" de Deus. Não obstante realizem ações importantes e tenham um papel fundamental na sociedade, as religiões se desprestigiam na medida em que insistem em rituais e dogmas, desprezando a simplicidade e a essência.

A Bíblia tem revelações grandiosas, como a de que o verdadeiro templo está na alma de cada um. O Budismo tem princípios maravilhosos, como o de que você deve buscar a paz e a felicidade em si mesmo, potencializando suas qualidades e reduzindo os pontos negativos.

É possível conciliar o que há de bom nas diversas religiões, colhendo sua essência e desprezando as superficialidades. Deus está em todas e, ao mesmo tempo, em nenhuma. Ele jamais seria aquele rei severo e caprichoso, que ficaria com ciúme por você não acreditar em dogmas, pois o principal é que busque abrigá-lo com sinceridade em seu coração.

Deus existe, sim, e é muito mais do que qualquer homem jamais conseguirá descrever.

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