CARAMBA, 22 ANOS!

Para não dizer que não falei das flores, pois às vezes a gente esquece delas: hoje faz 22 anos que, numa curva do destino, fui surpreendido por uma paixão. Queria apenas um bico, um trabalhinho quebra-galho pra pagar os livros da faculdade de direito. E caí na besteira de ir parar em uma redação de jornal.

Entre os escribas do "Agora", invocados em suas velhas Olivetti, sob a fumaça do saudoso Juarez Vicente, tomei gosto por essa labuta de escrevinhar. Confesso que sempre preferi a redação, nunca fui repórter na essência. O prazer era vinha de esculpir frases, construir textos, contar histórias. Mais observador do que perguntador.

O jornalismo tirou meu foco do direito. Mergulhei naquele universo e passei a empurrar a faculdade com a barriga. O que deveria ser um bico ganhou a atenção principal, mesmo sem merecer, como certas mulheres que bagunçam a vida do sujeito.

Essa curva do destino às vezes me confunde. Deveria ter entrado nela ou desviado? O fato é que nunca saberei ao certo, pois a vida é mistério e as escolhas mais loucas têm um sentido.

Posso afirmar que não seria a pessoa que me tornei se não tivesse embocado naquela curva. Não é raro me pegar imaginando quem viria a ser essa pessoa, se há 22 anos tivesse tomado outro caminho...

Mas vida exige escolhas e é inútil olhar pra trás.

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