HORA DE REPENSAR A POLÍTICA
Enquanto acompanhamos o agitado noticiário político-policial (isso lembra polícia política, de tenebrosas referências), o sentimento imediato é de que a limpeza em curso é inevitável. Chegou-se a um estado de coisas absurdo, com práticas dissociadas do interesse público, foco político mais direcionado ao poder e à sobrevivência do que à satisfação das demandas coletivas. É o jogo pelo jogo, algo totalmente desprovido de sentido.
A limpeza é necessária, mas deve ser profunda. Não basta atacar alvos determinados, sem cortar o mal pela raiz, alcançando o problema onde ele começa. É preciso que a política se aproxime do Brasil real, pois a sociedade não aceita mais conviver com esse universo paralelo, onde há um verdadeiro autismo social.
Políticos, de modo geral, estão preocupados em se manter no topo e ignoram a base. Enquanto o país sofre com uma combinação indigesta de recessão com inflação, com o governo sendo obrigado a cortar gastos sociais, o Congresso acha por bem quase triplicar a verba destinada ao fundo partidário. Existe melhor sintoma de indiferença com a realidade?
O combate à corrupção produz efeitos colaterais indesejados, e um deles é a negação da política como um todo, por associação com tudo o que é deletério. A classe atingida poderia agir no contrafluxo, demonstrar sensibilidade e adotar posturas e medidas concretas para reconstruir sua imagem.
Essa atitude seria muito mais eficiente do que suscitar uma campanha fascista contra a democracia, quando aqueles que deveriam ser seus guardiães se comportam com os vícios de sempre. A sociedade mudou, as demandas se multiplicaram, o nível de informação é muito maior do que em outros tempos, mas o discurso e os maus hábitos permanecem. Como se diz, não pode dar nada que preste!
A limpeza é necessária, mas deve ser profunda. Não basta atacar alvos determinados, sem cortar o mal pela raiz, alcançando o problema onde ele começa. É preciso que a política se aproxime do Brasil real, pois a sociedade não aceita mais conviver com esse universo paralelo, onde há um verdadeiro autismo social.
Políticos, de modo geral, estão preocupados em se manter no topo e ignoram a base. Enquanto o país sofre com uma combinação indigesta de recessão com inflação, com o governo sendo obrigado a cortar gastos sociais, o Congresso acha por bem quase triplicar a verba destinada ao fundo partidário. Existe melhor sintoma de indiferença com a realidade?
O combate à corrupção produz efeitos colaterais indesejados, e um deles é a negação da política como um todo, por associação com tudo o que é deletério. A classe atingida poderia agir no contrafluxo, demonstrar sensibilidade e adotar posturas e medidas concretas para reconstruir sua imagem.
Essa atitude seria muito mais eficiente do que suscitar uma campanha fascista contra a democracia, quando aqueles que deveriam ser seus guardiães se comportam com os vícios de sempre. A sociedade mudou, as demandas se multiplicaram, o nível de informação é muito maior do que em outros tempos, mas o discurso e os maus hábitos permanecem. Como se diz, não pode dar nada que preste!
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