OVERDOSE PARTIDÁRIA

Para que tantos partidos, ainda mais num cenário de evidente decrepitude ideológica? Não há ideias, mas interesses. O poder, à frente de todos eles.

Ter um partido na mão implica em acesso à verba do fundo partidário, doações de campanha, propina de empreiteiras e, não menos importante, à lucrativa comercialização do tempo de televisão nas campanhas eleitorais.

Nem precisa dizer que a maior fatia do dinheiro que irriga a gosmenta sopa de letrinhas da política nacional sai dos bolsos dos contribuintes. Isso num país que continua atrasado em quase tudo, principalmente nos serviços públicos mais essenciais, como saúde e educação.

Quando você se sentir abandonado e humilhado na fila do SUS ou perceber que seu filho está indo para o ensino médio na escola pública e mal sabe ler, lembre-se que no Brasil a qualidade desses serviços nunca foi prioridade.

Ao contrário do que canta o Canário: é tudo deles, nada nosso.

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