ME DÊ MOTIVO!
O apelo do síndico Tim Maia bem que serve aos algozes da claudicante presidente Dilma Rousseff. "Me dê motivo" para defenestrá-la do governo, pois nem é mais possível afirmar que se trata de tirar a mulher do poder. Ao que tudo indica, e a afoiteza do vice traquino resume bem, o poder e o respeito já se dissolveram faz tempo.
Com ou sem motivos legalmente tipificados, a oposição afiou a guilhotina e aguarda salivando o momento de usá-la. Não importam os argumentos do advogado-geral da União, não vem ao caso em que circunstâncias se deram as pedaladas ou se a bicicleta tinha rodinhas... Está decidido que a lâmina vai descer.
Na saraivada de ataques, durante a comissão que discutiu o relatório do impeachment, prevaleceu uma confusão na qual os argumentos que sustentaram o parecer do deputado Jovair Arantes foram desconsiderados por grande parte dos opositores. Aliás, em seu próprio texto o relator em muitos momentos deixou de lado a justificativa apresentada para o impedimento da presidente e a atacou por razões outras, como a crise política e o esfacelamento da economia.
Que o governo é ruim, não há dúvida, mas o impeachment pode se fundamentar nessa avaliação? Antes de ser político, o processo não exige fundamentação jurídica? Como tenta se construir um clima de linchamento, a irracionalidade toma conta e muitos preferem não se dar ao trabalho de pensar nesses "detalhes", mas a democracia pela qual tantos lutaram e muitos morreram é que pode estar em xeque.
Por falar em democracia, o Brasil tem involuído em muitos aspectos. Entre eles, destaquem-se o crescimento da intolerância e a propagação de valores fascistas muito bem representados por figuras políticas como a do ascendente deputado Jair Bolsonaro. Vá lá que alguns já achem esse negócio de democracia coisa dispensável, principalmente por não ter vivenciado experiência contrária.
O fato é que o país vive dias estranhos, com uma presidente impopular, uma oposição oportunista e predominantemente medíocre ou mal intencionada, um povo confuso e um futuro totalmente incerto. Como seria bom ver o Brasil se livrar dos hábitos nefastos da má política, mas a combinação apresentada tem tudo para produzir uma catástrofe.
Com ou sem motivos legalmente tipificados, a oposição afiou a guilhotina e aguarda salivando o momento de usá-la. Não importam os argumentos do advogado-geral da União, não vem ao caso em que circunstâncias se deram as pedaladas ou se a bicicleta tinha rodinhas... Está decidido que a lâmina vai descer.
Na saraivada de ataques, durante a comissão que discutiu o relatório do impeachment, prevaleceu uma confusão na qual os argumentos que sustentaram o parecer do deputado Jovair Arantes foram desconsiderados por grande parte dos opositores. Aliás, em seu próprio texto o relator em muitos momentos deixou de lado a justificativa apresentada para o impedimento da presidente e a atacou por razões outras, como a crise política e o esfacelamento da economia.
Que o governo é ruim, não há dúvida, mas o impeachment pode se fundamentar nessa avaliação? Antes de ser político, o processo não exige fundamentação jurídica? Como tenta se construir um clima de linchamento, a irracionalidade toma conta e muitos preferem não se dar ao trabalho de pensar nesses "detalhes", mas a democracia pela qual tantos lutaram e muitos morreram é que pode estar em xeque.
Por falar em democracia, o Brasil tem involuído em muitos aspectos. Entre eles, destaquem-se o crescimento da intolerância e a propagação de valores fascistas muito bem representados por figuras políticas como a do ascendente deputado Jair Bolsonaro. Vá lá que alguns já achem esse negócio de democracia coisa dispensável, principalmente por não ter vivenciado experiência contrária.
O fato é que o país vive dias estranhos, com uma presidente impopular, uma oposição oportunista e predominantemente medíocre ou mal intencionada, um povo confuso e um futuro totalmente incerto. Como seria bom ver o Brasil se livrar dos hábitos nefastos da má política, mas a combinação apresentada tem tudo para produzir uma catástrofe.
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