A MALANDRAGEM QUE NOS RODEIA
Se tem uma coisa que me desagrada profundamente é algo chamado subterfúgio. Venha direto ao assunto, diga o que você quer com honestidade e a gente pode conversar numa boa. Mas não me apareça com linhas tortuosas ou, como dizia o aluno da escolinha de humor, "não me venha com chorumelas".
O problema é que a sinceridade anda em desprestígio em alguns setores. No marketing, por exemplo, ela é vista com maus olhos, e não apenas naquela especialidade que visa ludibriar incautos para eleger salafrários travestidos de salvadores da pátria e fieis depositários das chaves do paraíso na terra.
Qualificados em matéria de inconveniência, os profissionais de telemarketing estão entre os que usam tais artifícios. O sujeito telefona para sua casa e começa a lhe fazer perguntas, sem dizer objetivamente o que quer, toma seu tempo e, quando você se distrai, olha a facaaaa!... Tenho intolerância a esse comportamento e exijo papo reto, tanto em relações comerciais como pessoais.
Por isso a tecnicamente simpática funcionária do hotel em que me hospedei recentemente se deu mal. Toda solícita e amigável, perguntou-me de onde eu era e, ao saber, disse logo que tinha parentes meus conterrâneos. Foi forçando uma falsa intimidade até dizer que iria me conseguir uns brindes. Comecei a farejar a treta...
A moça pediu licença por alguns minutos e, ao voltar, trazia um "voucher" que me daria direito a duas sessões de massoterapia e mais umas benesses, a custo zero. Treta na certa. Logo em seguida, ela me falou que eu teria que assistir a uma "apresentação" no dia seguinte, que me tomaria entre meia hora e sessenta minutos.
Confiante em meus instintos, dispensei os brindes (iscas) e ignorei a tal apresentação. Ao circular mais tarde pelo hotel, ouvi hóspedes fisgados reclamarem de que lhes haviam roubado toda a manhã com a tal "apresentação", na verdade uma estratégia para vender um produto, Escapei da armadilha e fiquei impressionado com o mau costume dessa gente que não reconhece a ética e a franqueza como valores a serem prestigiados nas relações humanas de qualquer natureza.
Mesmo que houvesse interesse de nossa parte pelo produto oferecido, a falta de respeito eliminaria qualquer possibilidade. Um dia eles aprendem que a conquista é mais eficiente e duradoura quando se investe no respeito.
O problema é que a sinceridade anda em desprestígio em alguns setores. No marketing, por exemplo, ela é vista com maus olhos, e não apenas naquela especialidade que visa ludibriar incautos para eleger salafrários travestidos de salvadores da pátria e fieis depositários das chaves do paraíso na terra.
Qualificados em matéria de inconveniência, os profissionais de telemarketing estão entre os que usam tais artifícios. O sujeito telefona para sua casa e começa a lhe fazer perguntas, sem dizer objetivamente o que quer, toma seu tempo e, quando você se distrai, olha a facaaaa!... Tenho intolerância a esse comportamento e exijo papo reto, tanto em relações comerciais como pessoais.
Por isso a tecnicamente simpática funcionária do hotel em que me hospedei recentemente se deu mal. Toda solícita e amigável, perguntou-me de onde eu era e, ao saber, disse logo que tinha parentes meus conterrâneos. Foi forçando uma falsa intimidade até dizer que iria me conseguir uns brindes. Comecei a farejar a treta...
A moça pediu licença por alguns minutos e, ao voltar, trazia um "voucher" que me daria direito a duas sessões de massoterapia e mais umas benesses, a custo zero. Treta na certa. Logo em seguida, ela me falou que eu teria que assistir a uma "apresentação" no dia seguinte, que me tomaria entre meia hora e sessenta minutos.
Confiante em meus instintos, dispensei os brindes (iscas) e ignorei a tal apresentação. Ao circular mais tarde pelo hotel, ouvi hóspedes fisgados reclamarem de que lhes haviam roubado toda a manhã com a tal "apresentação", na verdade uma estratégia para vender um produto, Escapei da armadilha e fiquei impressionado com o mau costume dessa gente que não reconhece a ética e a franqueza como valores a serem prestigiados nas relações humanas de qualquer natureza.
Mesmo que houvesse interesse de nossa parte pelo produto oferecido, a falta de respeito eliminaria qualquer possibilidade. Um dia eles aprendem que a conquista é mais eficiente e duradoura quando se investe no respeito.

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