TOMARA QUE DEUS SEJA BRASILEIRO

Não é para agourar, mas os facínoras do Estado Islâmico têm tudo para ver o Brasil como a bola da vez. É um país que tenta a todo custo sublimar seu complexo de vira-latas e substituí-lo por uma megalomania que só o deixa mais vulnerável.

Os arroubos nacionalistas dos militares renasceram justamente no "nunca antes na história desse país" de Luiz Inácio. Veio a Copa do Mundo com suas obras faraônicas e indecentemente superfaturadas e agora estamos às portas das Olimpíadas, à custa de cifras bilionárias em uma terra arrasada, sob um governo interino e com a crème de la crème da elite política e empresarial com medo de ser acordada às 6 da manhã por agentes da Federal.

O Brasil é um país que teria tudo para dar certo, mas insiste em andar na contramão. Nada funciona a contento, os serviços públicos são indecentes, em contraste com a maior carga tributária do planeta. Diariamente, repetem-se as notícias de desvios, aditivos safados em obras públicas, licitações fraudadas e comissões malandras. O dinheiro que falta para oferecer uma educação de qualidade vai parar no bolso dos larápios e permanece a impressão de que a Operação Lava Jato bem que poderia mudar seu nome para Enxuga Gelo.

Em meio a toda essa balbúrdia, milhares de atletas do mundo inteiro, chefes de Estado, jornalistas, estádios e ginásios lotados... O jeito é apelar a Deus, que, por obra e graça de mais uma megalomania viralática, há tempos foi naturalizado brasileiro. Tomara que seja verdade!

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